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Aleluias em casa: o que a revoada de cupins quer dizer

Sim: as aleluias, também chamadas de siriris, são cupins. Elas são os machos e as fêmeas reprodutores da colônia, que saem voando para formar casais e começar novos cupinzeiros. Ver algumas perto da lâmpada num fim de tarde quente não quer dizer, sozinho, que a sua casa está infestada. Mas muitas asas dentro de casa, ou aleluias saindo de um móvel, batente ou rodapé, são um sinal para olhar com atenção.

O que é a revoada de cupins

Uma colônia de cupins tem operários, soldados e os reprodutores. Os reprodutores têm asas e, em certas épocas, deixam o ninho todos de uma vez. Esse voo é a revoada (ou enxameagem).

Depois de voar, eles perdem as asas, formam casais e procuram um lugar protegido. Segundo a Embrapa, o casal entra no solo, ou numa fresta, e forma uma pequena câmara onde a rainha começa a pôr os ovos. É assim que nasce uma nova colônia.

Por que elas aparecem perto das lâmpadas

A revoada costuma acontecer em dias quentes, no fim da tarde e no começo da noite. Pesquisadores do Instituto Biológico de São Paulo explicam que esses insetos usam a luz como referência para voar. Na cidade, as lâmpadas de casas, sacadas e postes os confundem, e eles se juntam em volta delas.

Por isso, com o calor da primavera e do verão em Maringá e região, é comum ver nuvens de aleluias nas luzes e, no dia seguinte, um monte de asas no chão.

Aleluias fazem mal?

Elas não picam e, segundo o Instituto Biológico, não oferecem risco à saúde de pessoas e animais. O problema não é o inseto voando: é o que ele pode começar. Cada casal que encontra um lugar protegido pode dar origem a uma nova colônia, e os cupins se alimentam de madeira e de outros materiais com celulose, como papel e papelão.

Quando a revoada é um sinal de alerta

Nem toda revoada vem de dentro da sua casa. Muitas vezes os cupins vêm de um ninho no quintal, numa árvore ou num terreno vizinho, e só foram atraídos pela luz. Fique atento, porém, a estes sinais:

  • Muitas asas dentro de casa, acumuladas perto de janelas, portas, rodapés ou em cima de móveis.
  • Aleluias saindo de um ponto da casa, como um móvel, batente, forro, rodapé ou piso de madeira.
  • Pelotinhas parecidas com grãos de areia junto a uma peça de madeira. A Embrapa explica que elas são resíduos dos cupins de madeira seca, que vivem dentro da peça e a deixam intacta por fora enquanto ela é destruída por dentro.
  • Pequenos túneis de terra em paredes, pisos, rodapés ou caixas de passagem. São as galerias dos cupins subterrâneos, feitas de terra e restos de madeira, que eles usam para chegar ao alimento sem se expor.
  • Madeira oca ou fraca, que soa vazia quando você bate ou afunda com facilidade.

Se você encontrou um desses sinais, vale chamar uma avaliação profissional. A Embrapa alerta que um ninho maduro de cupim subterrâneo pode causar danos sérios a uma estrutura em cerca de três meses.

O que fazer durante a revoada

Na hora em que as aleluias aparecem, alguns cuidados simples reduzem a entrada delas:

  1. Apague as luzes dos cômodos e da área externa por um tempo, principalmente perto de portas e janelas.
  2. Feche portas e janelas ao anoitecer, nos dias de revoada.
  3. Use telas nas janelas e nas aberturas por onde os insetos entram.
  4. Recolha os insetos e as asas com vassoura ou aspirador e descarte em saco fechado. Depois, observe se elas voltam a aparecer no mesmo lugar.

Evite espalhar inseticida pela casa ou fazer misturas caseiras: além de não resolver uma colônia escondida na madeira ou no solo, o uso fora do rótulo pode trazer riscos para a sua família e para os animais.

Como reduzir o risco de cupins em casa

Os cupins subterrâneos precisam de umidade. Por isso, a Embrapa recomenda acabar com as fontes de água perto da madeira:

  • conserte goteiras, vazamentos de canos e infiltrações;
  • mantenha a madeira longe do contato direto com a terra;
  • garanta ventilação em porões, forros e áreas fechadas;
  • não acumule madeira velha, entulho, papelão e caixas encostados em paredes ou no quintal;
  • ao construir ou reformar, prefira madeira tratada.

Também ajuda fazer uma vistoria de tempos em tempos em móveis, batentes, rodapés, forros e armários, principalmente nos cantos pouco usados.

Quando chamar um profissional

Chame um profissional se as aleluias saem de dentro da casa, se você encontrou túneis de terra, pelotinhas junto à madeira ou peças ocas, ou se a revoada se repete no mesmo lugar. O tipo de cupim muda a forma de controle: o de madeira seca vive dentro da peça, e o subterrâneo vem do solo e das paredes. Então identificar a espécie e o ponto de origem vem antes de qualquer tratamento.

A Ingá Controle de Pragas faz dedetização e controle de pragas em Maringá, Paiçandu, Sarandi e região desde 1994. Se você encontrou sinais de cupim, chame no WhatsApp, ligue para (44) 99953-3697 ou acesse ingacontroledepragas.com.br para pedir uma avaliação.

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